Início » Especialidades » Tumores Raquimedulares na Infância
ESPECIALIDADES
Os tumores raquimedulares representam um grupo complexo de lesões que se desenvolvem no interior ou ao redor do canal vertebral.
Embora menos frequentes que as neoplasias cerebrais, os tumores de medula espinhal impõem desafios únicos à neurocirurgia pediátrica devido à extrema fragilidade da medula espinhal e ao espaço limitado para intervenções.
O diagnóstico de um tumor na coluna de uma criança exige uma abordagem altamente especializada de um neurocirurgião pediátrico, onde a prioridade máxima é a remoção da lesão com o mínimo impacto sobre as funções motoras e sensitivas.
Para a Dra. Patricia Dastoli, o tratamento dos tumores raquimedulares pediátricos fundamenta-se na preservação funcional.
Diferente dos adultos, a coluna da criança está em fase ativa de crescimento e possui uma elasticidade óssea particular.
Portanto, a estratégia cirúrgica deve considerar não apenas a remoção do tumor, mas também a estabilidade futura da coluna e a integridade dos nervos que controlam o movimento e a sensibilidade dos membros.
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Para planejar a cirurgia, o neurocirurgião pediátrico classifica essas lesões de acordo com sua localização em relação à medula e às meninges (membranas que protegem o sistema nervoso):
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São aqueles que se desenvolvem dentro da própria medula espinhal. Os tipos mais comuns na infância são os astrocitomas e os ependimomas.
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Localizam-se dentro da proteção da dura-máter, mas fora da medula. Exemplos comuns são os schwannomas e os neurofibromas.
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Desenvolvem-se fora das membranas protetoras, muitas vezes originando-se nas vértebras ou nos tecidos adjacentes. Em crianças, os neuroblastomas e sarcomas podem se manifestar nessa região, podendo comprimir a medula de fora para dentro.
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Os sintomas de um tumor raquimedular podem ser enganosos, pois muitas vezes mimetizam dores do crescimento ou problemas ortopédicos. Pais e pediatras devem estar atentos a sinais progressivos:
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Dor nas costas persistente
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Alterações na marcha
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Perda de habilidades já adquiridas
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Escoliose de início rápido
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Dormências ou formigamentos que a criança tem dificuldade em descrever
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Alterações de controle da urina e das fezes
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A neurocirurgia pediátrica moderna utiliza tecnologias de ponta para que a remoção do tumor na medula espinhal ocorra com a máxima segurança possível:
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Este é o recurso mais crítico. Durante toda a cirurgia, um médico neurofisiologista monitora os potenciais evocados motores e sensitivos. Se houver qualquer sinal de tensão na medula, a equipe é avisada instantaneamente, permitindo ajustes na técnica em tempo real.
O uso de iluminação e ampliação potentes permite ao cirurgião identificar o plano de clivagem — a fronteira exata entre o tumor e o tecido medular saudável.
Ferramenta que fragmenta e aspira o tumor de forma delicada, minimizando o trauma por tração na medula espinhal adjacente.
A Dra. Patricia Dastoli, com sua formação sólida, dedica-se à neuro-oncologia pediátrica com o compromisso de oferecer as melhores condições de recuperação funcional.
Um diferencial importante no tratamento de crianças é a preocupação com o crescimento ósseo.
Após a remoção do tumor raquimedular da criança, o neurocirurgião pediátrico deve avaliar criteriosamente se a abertura das vértebras poderá causar instabilidade ou deformidades, como a escoliose, no futuro.
A Dra. Patricia utiliza técnicas de reconstrução que visam preservar a integridade estrutural da coluna, respeitando as fases de estirão de crescimento da criança.
O acompanhamento pós-cirúrgico em seu consultório na Vila Clementino busca não apenas tratar a patologia, mas assegurar que o paciente recupere sua autonomia e possa desfrutar de uma infância ativa e saudável.
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