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ESPECIALIDADES

Cranioestenose

O formato da cabeça do bebê é uma das primeiras avaliações feitas pelos pediatras logo após o nascimento.

Quando se percebe uma assimetria ou um fechamento precoce das suturas, surge a preocupação com a cranioestenose.

Os impactos da craniostenose vão muito além de uma deformidade craniana: ela também impede o cérebro de se desenvolver adequadamente.

A boa notícia é que, com o tratamento neurocirúrgico pediátrico especializado, o bebê com cranioestenose tem todas as condições de se desenvolver de forma saudável e sem limitações.

O que é a Cranioestenose e por que ela ocorre?

A cranioestenose, ou craniossinostose, é o fechamento prematuro de uma ou mais suturas cranianas — as articulações que separam os ossos do crânio do bebê. 

Em condições normais, essas suturas permanecem abertas para permitir que o cérebro do bebê cresça e se expanda rapidamente nos primeiros anos de vida.

Quando uma dessas suturas se fecha antes do tempo, o cérebro continua crescendo, mas encontra uma resistência óssea. Isso força o crânio a se expandir nas direções onde as suturas ainda estão abertas, resultando em deformidades cranianas.

Diferente do que muitos pensam, a cranioestenose não é apenas uma questão estética: o aumento da pressão intracraniana pode comprometer a visão e as funções neurológicas da criança, exigindo a intervenção de um neurocirurgião pediátrico.

Por que o diagnóstico e tratamento devem ser realizados pelo especialista em cranioestenose?

É fundamental que o neurocirurgião pediátrico diferencie a cranioestenose de uma condição conhecida como plagiocefalia posicional

Esta última é um achatamento causado pelo apoio viciado da cabeça do bebê ao dormir, onde as suturas permanecem abertas e o tratamento é conservador.

Já na cranioestenose, existe uma fusão óssea que exige intervenção e deve ser realizada pelo neurocirurgião especialista em cranioestenose. 

Tipos mais comuns de Cranioestenose

A classificação da cranioestenose depende de qual sutura se fechou precocemente. Os tipos mais frequentes incluem:

Escafocefalia:

Ocorre pelo fechamento da sutura sagital (que atravessa o topo da cabeça de frente para trás), deixando a cabeça longa e estreita.

Plagiocefalia Anterior:

Fechamento de apenas um lado da sutura coronal, causando um achatamento na testa de um dos lados, abaulamento ósseo de outro e desnivelamento das órbitas.

Trigonocefalia:

Fechamento da sutura metópica (na testa), dando à cabeça um formato triangular quando vista de cima.

Braquicefalia:

Fechamento de ambos os lados da sutura coronal, resultando em uma cabeça larga e curta.

Quais os sinais da cranioestenose que se deve observar?

O diagnóstico da cranioestenose é essencialmente clínico e deve ser feito o quanto antes, idealmente nos primeiros meses de vida. Por isso o acompanhamento pediátrico é vital desde os primeiros dias de vida. 

As manifestações são observadas através de:

Formato irregular da cabeça: Assimetrias que não melhoram com o tempo ou posicionamento.

Surgimento de cristas ósseas: Sente-se uma “lombada” ou elevação ao longo das suturas cranianas.

Desenvolvimento facial assimétrico: Desalinhamento visível nas órbitas ou na testa.

Como é o tratamento da Cranioestenose?

O objetivo principal do tratamento da cranioestenose é liberar a sutura fechada para permitir o crescimento cerebral livre e restaurar a simetria craniana, que pode ser feito através de:

1. Cirurgia Endoscópica

Para bebês diagnosticados precocemente (geralmente antes dos 3 ou 4 meses), é possível realizar a cirurgia por via endoscópica. Trata-se de um procedimento minimamente invasivo onde o neurocirurgião pediátrico faz pequenas incisões para remover a sutura fechada.

2. Remodelagem Craniana com Planejamento 3D

Em casos onde a deformidade já está avançada, utiliza-se a técnica de reconstrução aberta. Isso permite simular a neurocirurgia pediátrica antes mesmo de entrar no centro cirúrgico, garantindo resultados mais precisos e personalizados para a face da criança.

3. Uso de Materiais Absorvíveis

Sempre que possível, utilizam-se placas e parafusos de material absorvível, que o próprio organismo da criança absorve com o tempo, eliminando a necessidade de uma segunda cirurgia no futuro para retirar materiais metálicos.

Dra. Patricia Dastoli é especialista em cranioestenose

Tratar uma cranioestenose vai além de um ato cirúrgico: envolve um planejamento sobre a perspectiva de desenvolvimento daquela criança.

Com doutorado pela Escola Paulista de Medicina / UNIFESP e Fellow internacional, a Dra. Patricia Dastoli, neurocirurgiã pediátrica, traz para São Paulo as técnicas que são referência no mundo.

Agende a avaliação e entenda o passo a passo do tratamento da cranioestenose com uma neurocirurgiã pediátrica.

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