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ESPECIALIDADES

Disrafismo Espinhal Oculto

As alterações na formação neurológica de uma criança podem não apresentar sinais evidentes no momento do nascimento. 

Diferente da mielomeningocele, onde a exposição dos tecidos nervosos é imediata, o disrafismo espinhal oculto pode não apresentar sintomas evidentes logo após o parto,  o que exige o olhar especializado do neurocirurgião pediátrico para evitar que o crescimento de uma criança resulte em tensões progressivas e danos à medula espinhal.

O diagnóstico precoce do disrafismo oculto é uma estratégia fundamental de preservação funcional. 

Identificar essas malformações nos primeiros meses de vida permite que a neurocirurgia pediátrica intervenha com precisão técnica antes do surgimento de déficits neurológicos. 

O objetivo é assegurar que o desenvolvimento motor e o controle dos esfíncteres ocorram sem as restrições mecânicas causadas por uma malformação interna.

O que é o Disrafismo Espinhal Oculto e por que ele ocorre?

O disrafismo oculto ocorre devido a falhas no fechamento do tubo neural durante a formação do embrião.

Embora a pele cubra a região, as estruturas ósseas das vértebras não se fundiram completamente para proteger o canal medular. Internamente, o tecido nervoso pode estar associado a acúmulos de gordura, cistos ou trações fibrosas que impedem a movimentação natural da medula.

A causa desse processo é multifatorial, envolvendo uma interação entre predisposição genética e fatores ambientais, como a deficiência de ácido fólico nas semanas iniciais da gestação. 

Como a pele está fechada, o diagnóstico apresenta desafios específicos de detecção:

A limitação do pré-natal de rotina: Diferente das formas abertas, o disrafismo oculto raramente é detectado em ultrassonografias obstétricas comuns, pois não há extravasamento de líquido ou deformidades cranianas associadas que chamem a atenção do examinador.

O diagnóstico pelo exame físico: Na maioria das vezes, a suspeita surge logo após o nascimento, quando o pediatra ou o neurocirurgião pediátrico realiza um exame físico minucioso e identifica marcas sutis na pele (os estigmas cutâneos).

A descoberta tardia: Em casos onde não existem sinais na pele, a condição pode permanecer silenciosa por anos, sendo descoberta apenas quando a criança atinge fases de estirão de crescimento, como a puberdade, e começa a apresentar dores ou dificuldades motoras causadas pela tração da medula.

Sinais de Alerta: O que observar na pele do bebê?

Como o disrafismo espinhal oculto não apresenta uma abertura visível nas costas, o diagnóstico depende de uma observação atenta da pele do bebê. 

O neurocirurgião pediátrico chama de estigmas cutâneos as pequenas marcas ou sinais de nascença que funcionam como um sinais de alerta. 

Como a pele e o sistema nervoso se formam a partir do mesmo tecido no embrião, uma falha interna na coluna quase sempre deixa um “rastro” na superfície.

A presença de qualquer uma dessas marcas é motivo para uma avaliação especializada feita pelo neurocirurgião pediátrico:

Tufo de pelos (Hipertricose): Uma pequena mecha de cabelo localizada exatamente na linha média das costas.

Fosseta Sacral: Uma “covinha” profunda ou orifício que pode ter uma comunicação com o canal vertebral.

Hemangioma ou Mancha Vinho do Porto: Uma marca de nascença avermelhada ou arroxeada no final da coluna.

Apêndice Cutâneo: Uma pequena proeminência de pele, semelhante a uma “cauda” rudimentar.

Lipoma Subcutâneo: Um acúmulo de gordura macio ao toque, que pode estar conectado à medula espinhal.

Desvio da Prega Glútea: Quando a linha entre as nádegas é torta ou assimétrica.

Se o seu filho apresenta algum desses sinais, a avaliação de um especialista em neurocirurgia pediátrica é o passo indispensável para investigar a anatomia interna através de exames de imagem, como a Ressonância Magnética.

A Síndrome da Medula Presa (Tethered Cord)

O conceito central para compreender o risco do disrafismo espinhal oculto é a Síndrome da Medula Presa. 

Em um desenvolvimento anatômico típico, a medula espinhal termina em uma posição alta na coluna e possui mobilidade livre dentro do canal vertebral. Essa liberdade de movimento permite que a criança realize atividades físicas, como baixar e correr, e acompanhe o crescimento longitudinal do corpo sem que o tecido nervoso sofra tensões.

No disrafismo, a medula encontra-se ancorada em uma posição baixa por tecidos anômalos. Conforme a criança cresce, a coluna óssea se alonga, mas a medula, por estar presa, sofre uma tração mecânica excessiva. 

Essa tensão prejudica a oxigenação dos neurônios e a microcirculação sanguínea, podendo causar:

Alterações Motoras:

Perda de força nas pernas, quedas frequentes ou deformidades nos pés (como o pé cavo).

Disfunções Urinárias:

Dificuldade no desfralde, infecções urinárias de repetição ou perda de controle da bexiga (bexiga neurogênica).

Dor Crônica:

Desconforto nas costas ou fisgadas que irradiam para as pernas.

Tipos Comuns de Disrafismos Espinhais Ocultos

Existem diversas variações do disrafismo espinhal oculto que demandam a avaliação detalhada de uma especialista em neurocirurgia pediátrica. 

A Dra. Patrícia Dastoli utiliza sua experiência em centros de referência para identificar cada nuance dessas malformações, garantindo um planejamento cirúrgico personalizado.

Lipomielomeningocele

Um dos tipos mais complexos, onde a gordura se infiltra entre os nervos da medula, exigindo uma técnica minuciosa de separação.

Seio Dérmico

Um canal fino que liga a pele ao sistema nervoso. Além da tração, representa um risco altíssimo de meningites bacterianas, pois funciona como uma porta de entrada para microrganismos.

Diastematomielia

Trata-se de uma malformação congênita rara onde a medula espinhal apresenta um racho longitudinal, compondo duas metades simétricas ou assimétricas. Essa divisão ocorre devido à presença de um septo rígido, composto de osso ou cartilagem, que atravessa o canal vertebral, que impede a movimentação livre e a ascensão natural da medula durante o crescimento da criança, resultando em tração e danos progressivos ao tecido nervoso.

Filum Terminal Lipomatoso

É a forma mais sutil, onde este filum de consistência lipomatosa traciona a medula para baixo, exigindo uma intervenção rápida de liberação.

Como tratar o disrafismo espinhal oculto?

O tratamento do disrafismo oculto é essencialmente cirúrgico. O objetivo é a desancoragem da medula.

A neurocirurgia pediátrica visa liberar a medula das trações, permitindo que ela volte a se posicionar corretamente e pare de sofrer os efeitos da tensão.

O grande diferencial tecnológico na atuação da Dra. Patricia Dastoli é o uso da Monitorização Neurofisiológica Intraoperatória

Esse método utiliza eletrodos para testar a função dos nervos que controlam as pernas e os esfíncteres em tempo real. 

Isso permite que a neurocirurgiã pediátrica identifique com precisão milimétrica quais tecidos podem ser removidos e quais nervos devem ser preservados, elevando drasticamente a segurança do procedimento e minimizando riscos de sequelas.

Dra Patricia Dastoli é referência no tratamento do disrafismo oculto

Tratar um disrafismo oculto exige um olhar que une o conhecimento à sensibilidade de quem entende que cada detalhe importa para garantir o futuro de uma criança.

Com doutorado pela Escola Paulista de Medicina/UNIFESP e especialização internacional no Hôpital Necker-Enfants Malades em Paris, a Dra. Patricia Dastoli oferece um acompanhamento pautado na excelência.

No consultório da Vila Clementino, a função da neurocirurgiã pediátrica é buscar autonomia e qualidade de vida para seus pequenos pacientes.

Entre em contato e descubra como a Dra. Patricia Dastoli pode transformar o bem-estar do seu filho.

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